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A escola não é só feita de cadernos e lápis — é feita de AFETOS.
No primeiro dia não é apenas da criança que entra, é também do peluche que dá coragem e da chupeta que ainda acalma.

Quando somos adultos e mudamos de emprego, de cidade ou de vida, levamos connosco tudo o que precisamos para nos adaptar: memórias, objetos, rituais, até manias.
Mas às crianças pedimos sempre que façam as suas transições limpas, rápidas, sem apoios — como se a adaptação tivesse de ser formatada e durante um tempo que os adultos definem como “razoável”.

Esquecemo-nos de que crescer também é aprender a despedir-se, devagar.
Os objetos de conforto são Pontes: ajudam a atravessar a distância entre casa e escola, entre o colo e o mundo.

Mais cedo ou mais tarde, ficam esquecidos no fundo da mochila.
Mas, até lá, precisam de ser aceites como parte do processo.
Porque ninguém aprende a ler sem antes aprender a confiar. ♥️

Fonte: Maria Andresen, Psicóloga